Comida e sexo. Objetivo e subjetivo. Gula e luxúria. Mesa e cama. Cama e mesa. Prazeres e pecados.

Dados pessoais

Nome: Felipe Teixeira
Apelidos: Cogumelo, Fefelino, Fefy, Bébi
Idade: 20 anos
Aniversário: 9 de setembro
Signo: Virgem
Cidade: Belo Horizonte
Na vida: Faculdade de design gráfico, quarto período; monitor de Desenho Técnico I

Verbos

Aparecer, chocar, curtir, entreter, inovar, inventar, mudar, renovar, surpreender.

Algo mais

MSN: felipetn@hotmail.com
Orkut: Fefelino
Outro blog: gente! eu não sou normal!

  
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

SEGURANÇA E TRANQÜILIDADE

Essa semana tivemos o Dia Internacional de Luta Contra a AIDS, uma doença que ataca milhões de pessoas no mundo todo. Pensando no assunto resolvi postar sobre o uso da camisinha.
As pessoas sabem que devem usar, até viram o olho quando o assunto é camisinha mas quantas dessas pessoas realmente usam o preservativo em suas transas? Falo de sexo por aqui abertamente, com humor, tentando ser descontraído e relaxado sobre um tema tabu mas nunca mencionei a camisinha, nunca falei de proteção e isso é um grave erro da minha parte. Num blog que fala de sexo seria obrigatório a "orientação" para o uso de camisinha.
Além de proteger contra a gravidez indesejada, que coloca um ser no mundo que não tem culpa do descuido, ou da burrice, dos pais, a camisinha protege também, contra DSTs como AIDS, sífilis, hepatite e outras mais.
Infelizmente vivemos num mundo onde uma doença tão injusta como essa nos assola não permitindo que possamos curtir o prazer maior. Infelizmente não podemos sair por aí transando com quem queremos a torto e a direito sem pensar em quem era porque temos que tomar cuidado com uma doença que não é fatal se tratada a tempo e corretamente mas que prejudica, de certa forma, a vida de uma pessoa. Infelizmente não cabe hoje fazer a piadinha "você cospe ou engole?" porque simplesmente não podemos fazer sexo oral sem camisinha, nunca.
Existem vários tipos de camisinha hoje, com sabor, com textura, com brilhos, extra-large e minis, tem para todos os gostos e para todos os tipos então por quê não usar?
Por que não dar uma pausinha de menos de 30 segundos, colocar a companheira e fazer um sexo tranqüilo ao invés de arriscar a sorte e depois de gozar ficar encucado com a possibilidade de estar com o vírus HIV?
O negócio é se proteger sempre, em qualquer tipo de sexo: anal, vaginal, oral. A AIDS não escolhe classe social, cor, idade, sexo nem orientação sexual, ela está aí, sempre.
Então não deixem de usar a camisinha e se não tiver, não dê um jeitinho, simplesmente não faça sexo.
Proteja-se

Recado: sumiço por conta da faculdade, muitos trabalhos e pouco tempo. Mas nem por conta das férias o blog volta ao normal. Resolvi dar uma paradinha nesse fim de ano, organizar novas idéias e voltar apenas no ano que vem, em nova temporada. Aviso a todos com quem tenho contato da minha volta.
Para todos, bons fim e início de ano.


E aí, satisfeito? Não!? Então até 2006!

Sexta-feira, Outubro 28, 2005

HMMM, DELÍCIA!

Já repararam como a palavra delícia pode ser aplicada nos casos relativos aos temas desse blog? E não necessariamente essa palavra defina apenas um dos temas. Nem necessariamente ainda a palavra se aplica apenas aos temas desse blog.
Delícia é nada mais que algo que gostamos muito e que, com certeza, estamos afim de continuar, prolongar e repetir depois que acaba.
Comida boa é sempre uma delícia, é sempre aquela que nos faz revirar os olhos e retorcer os lábios. Já repararam que quando uma pessoa acaba de colocar a comida na boca e a acha muito boa costuma dizer depois, ainda de boca cheia: "Está uma delícia!". A lembrança de um prato que nos deu sensações iguais também nos faz referir àquele momento como delicioso.
No sexo a coisa não é diferente. Não é muito raro as pessoas dizerem na hora do ato a nobre "delícia". Tudo bem que os gemidos são diferentes, talvez mais altos e mais intensos, mas o revirar de olhos e o retorcer dos lábios é o mesmo. Também pudera, a sensação é quase a mesma.
Parece até que a própria palavra vem com interpretações. A sílaba tônica seguida pelo som suave da letra C evoca sensações por si só.
Delícia é uma palavra democrática, sem preconceitos que se aplica a inúmeras coisas da vida. E também não se preocupa muito com a moral e os bons-costumes já que pode falar de comida e de sexo quando bem entender.
Viva a liberdade expressiva da delícia!

E aí, satisfeito? Não!? Então até segunda-feira!

Segunda-feira, Outubro 24, 2005

ATÉ O CAROÇO

É comum a gente não se satisfazer por completo das coisas da vida. Sempre queremos mais e mais. Se isso é problema ou não, não cabe a mim - não nesse blog - discutir sobre isso. Mas esse fato se aplica à comida com muita perfeição.
Vemos uma infinidade de coisas sendo nos oferecidas pelas ruas. Muitas dessas coisas são feitas para nosso paladar, ou para o nosso estômago. Desde anúncios em outdoors sobre restaurantes de todos os tipos até essências que muitas vezes nos fazem lembrar de coisas comestíveis.
Mas atire a primeira pedra quem nunca se sentiu insatisfeito com essas coisas. Nunca estamos satisfeitos com apenas ver ou sentir o cheiro daquilo que nos pode ser comestível. É claro que isso tudo serve exatamente de atração para o estômago.
No fim de tudo sempre pensamos em comida, em degustar cada uma dessas coisas que vemos e cheiramos sempre. Não nos damos por satisfeitos enquanto não fazemos a língua encostar nessas tentações.
Parece que só há satisfação quando comemos aquilo que desejamos. Temos que mastigar, triturar, engolir, fazer daquilo parte de nós para que possamos nos sentir completos. Parece que é preciso a fartura, a sensação do não-fim para que nos satisfaçamos.
E ficamos de boca e barriga cheias.

E aí, satisfeito? Não!? Então até sexta-feira!

Sexta-feira, Outubro 21, 2005

HORA CERTA

Como os dois temas desse blog são sexo e comida, resolvi fazer um paralelo entre eles em relação aos seus horários. Podemos observar que comida parece ser uma coisa que pertence ao dia e o sexo que pertence à noite. E com isso podemos fazer várias conclusões.
Como a Igreja ainda exerce uma força grande na nossa cultura, muita coisa criada por ela continua no nosso dia a dia. O dia sempre foi tido como algo sagrado, a luz é sempre sinal do poder de Deus, sempre é algo a ser venerado. Já a noite é algo impuro, que deve ser evitado. Todo e qualquer texto fala das sombras e do poder negativo delas.
Pois bem, por quê será então que vemos programas de tv exibirem programas de comida sempre quando o sol ainda brilha no céu? E por quê será que, talvez pelo mesmo motivo, programas de sexo só passam quando é a lua que desponta? E por quê será que a inversão desses papéis é mal-vista? Parece pecado comer à noite e fazer sexo de dia.
A associação está clara: é como se o sexo fosse algo a ser evitado, encarado como uma coisa impura, suja, que vem das sombras. Já a comida é sempre algo bom, que reúne todos em volta de uma mesa sempre farta. É tido como lindo ver bispos, cardeais e papas gorduchos. Na missa sempre há a entrega da hóstia, algo que se põe na boca, ou seja, comida. E é justamente na noite que ficamos mais reclusos, sozinhos, ou seja, é quando nos "escondemos" do mundo e assim "podemos" pecar.
É observável que na tv os programas que tenham sexo sempre passam nas horas mais afastadas do dia, quanto mais tarde melhor. E quando vemos algum programa que fale de sexo em plenas 4 horas da tarde ficamos assustados e as críticas não demoram a aparecer.
Há que se dosar cada uma dessas coisas. Não defendo que as pessoas saiam por aí fazendo sexo com todo mundo no meio da rua e nem que as pessoas devam se trancar nos quartos para comer. Só luto mesmo para que essa coisa toda de que sexo é da noite acabe.
Não existe hora certa para sentir prazer.

E aí, satisfeito? Não!? Então até segunda-feira!

Segunda-feira, Outubro 17, 2005

PALAVRA VULGAR

A palavra vulgar é sempre usada para falar de sexo. Nem sempre, é verdade, mas caiu nesse uso. Em todo momento que ouvimos a palavra vulgar logo pensamos em sexo, em promiscuidade, em safadeza, em pecado até. Mas de onde vem mesmo essa palavra? E por quê ela acabou por virar sinônimo de sexo, puro e simples?
O Aurélio diz que significa sabido, notório, reles, ordinário, referente ao vulgo, que por sua vez significa o povo, a plebe, o comum dos homens. Visto isso fica fácil perceber como o vulgar e sexo viraram sinônimos.
Aquilo que é menor, desprezível, ruim é vulgar. E vulgar pode ser usado até como adjetivo ao falar de gosto pessoal, assim com tosco e bizarro. Vulgar deveria ter mais a ver com essas duas palavras, tosco e bizarro, que com o sexo em si.
Justamente por significar algo menor, desprezível é que a palavra vulgar virou sinônimo de tudo aquilo que tem relação com sexo. Uma vez que na sociedade muitos acham que sexo é uma coisa suja e impura é fácil associar as palavras. É notável que em qualquer crítica de filmes ou novelas as pessoas colocam comentários dizendo que houve uma cena vulgar, quase sempre essa cena tem sexo no meio.
Parece ser ainda difícil as pessoas aceitarem o sexo como uma coisa natural e sublime e deixar de adjetivá-lo como sendo algo vulgar, ou seja, ruim, desprezível, menor, impuro.
Vulgares são eles que costumam se contradizer.

E aí, satisfeito? Não!? Então até sexta-feira!

Segunda-feira, Outubro 03, 2005

MESA E CAMA

Depois de fazer sexo em cima da mesa está na hora de vermos onde vamos comer de verdade, no sentido original do verbo.
O lugar mais comum de se comer é mesmo na mesa. e nem é preciso ter muita intimidade para isso. Reparem como as pessoas comem em restaurantes, umas ao lado das outras, e nem conversam ou se olham. Portanto a intimidade não é assim tão exigida.
Diferente do sexo, a comida tem um lugar certo para comer: a mesa. Mesas são feitas para que possamos nos sentar e não ter que nos alongar para levar o garfo até a boca, acompanha cadeira também, para que fiquemos ainda mais relaxados. Nutricionistas, fisioterapeutas e médicos em geral recomendam que se coma à mesa.
Mas há pessoas que gostam de diversificar. Comem no sofá, em frente à tv com as pernas cruzadas e com o esôfago no mínimo torto. Sem contar que a situação faz com que prestemos mais atenção à tv do que no prato - o que é muito mal - mas não resistimos. Há também quem goste de comer na cama. O cinema explora cenas em que uma pessoa leva café da manhã na cama para o amante e começa a tocar uma música romântica e percebemos rostos felizes e grandes sorrisos. Mas depois que todo o romantismo passa é quase sempre condenável haver farelos pela cama.
Tem também quem não abuse do conforto - cama e sofá - e coma em pé. Até mesmo andando tem gente que come, o que não deve ser muito bom também.
Diferente do que disse sobre a mesma situação em relação ao sexo, acho que para comer comida precisamos nos sentar e saborear tudo, mesmo que eu nem sempre - ou quase nunca - faça isso. Acho que ainda a mesa é o melhor lugar para se comer e ainda vira uma oportunidade de juntar amigos, parentes ou desconhecidos até para que possa rolar uma conversa descompromissada.
Onde vai ser?

E aí, satisfeito? Não!? Então até segunda-feira!

Sexta-feira, Setembro 30, 2005

CAMA E MESA

Já abri uma discussão aqui sobre posições sexuais. Acabei falando um pouco de fantasias. E é claro que para que uma fantasia seja completa precisamos pensar em um lugar, na locação das "filmagens".
E repito o que disse antes, e o que ainda acho também, o lugar, ou a posição, não importa tanto no sexo em si. Importa mesmo na fantasia, na cabeça, no lado lúdico da história toda. E cada um tem seu lugar para fazer sexo: praia, elevador, carro, campo, ao ar livre. Qualquer lugar é válido na hora do prazer maior, ou como disse uma visitante desse blog em seu blog, "a oitava maravilha do mundo".
O lugar faz o clima, dá possibilidades, abre a cabeça e a imaginação. A não restrição do sexo somente à cama é o que se deve fazer. Não é preciso, claro, que nunca se faça sexo na cama, mesmo porque num primeiro encontro, ou na primeira transa, é mais comum usarmos a cama já que ninguém ainda conhece direito as fantasias do outro. Mas depois é bom explorar o terreno, que não é nada pouco, e arriscar outras superfícies.
Até mesmo a mesa, sagrada muitas vezes, pode ser usada na hora do sexo. É a completa e total mistura dos sentidos (vide post anterior) da palavra comer. É você comer alguém numa mesa. Sem contar que é possível a inserção de "acessórios" ao lado do corpo estendido nela, assim como doces, chantilys e outras coisas. Está aí um bom "ludismo", uma boa brincadeira.
E acho que nem seja preciso sair de casa para mudar de ambiente na hora do sexo. Pode-se fazer na cozinha, no chão da sala ou até mesmo no banheiro com a água escorrendo e os corpos se prendendo. O importante é de vez em quando mudar de ares e respirar novas cores, formatos e texturas.
Onde vai ser?

E aí, satisfeito? Não!? Então até segunda-feira!

Domingo, Setembro 25, 2005

NA PONTA DA LÍNGUA

Já ouvi informações - não são fontes seguras - de que somente no Brasil é que o verbo comer é usado nos sentidos que têm aqui no blog: de comida e sexo. Essa mesma fonte informa que nem mesmo em Portugal o verbo tem esse duplo sentido.
E porque cargas d'água o verbo comer tem o sentido de comida e sexo? Talvez seja pela semelhança dos atos. Nem preciso explicar muito qual vem a ser ela, acho que todo mundo captou a mensagem.
Mas mesmo captando é importante questionar a colocação do verbo nas frases. Vamos falar de sexo. É comum os homens, para provarem sua "masculinidade", dizerem que "comeram" uma mulher, ou mesmo um gay que, para não parecer menor socialmente, canta aos quatro ventos que só "come" as "bichinhas". Mas se formos pensar bem quem come nessa história toda é o "comido" já que é ele, ou ela, que tem alguma coisa inserida no seu orifício, assim com fazemos quando colocamos uma coisa na boca para (o que mesmo?) comer. Mas acho que essa inversão de interpretação vem do costume do domínio masculino, que acaba por fazer as coisas ficarem com tons machistas.
Pensando um pouco: quando comemos uma coisa, nos apoderamos dela, fazemos dela nosso escravo, fazemos com ela o que quisermos, enfim, controlamos aquela coisa que fica à nossa mercê. Por isso então quando associado o verbo comer ao sexo é que os homens, que seriam na verdade comida, no caso de uma relação heterossexual, dizem que comem. Assim exercem o "poder" de ter algo nas mãos, que podem controlar. Sem contar que o comer sexual dá a sensação de menosprezo à pessoa comida. O que não é muito legal numa relação: alguém que seja menosprezado e sub-valorizado.
É uma discussão sem muita força, ninguém fica querendo impor quem come quem na cama, mas é uma reflexão bacana sobre papéis sexuais e relação de "senhor e escravo".

E aí, satisfeito? Não!? Então até sexta-feira!

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

OS 5 SENTIDOS NA COMIDA

Os 5 sentidos são a maneira do corpo perceber o mundo. E é claro que são também usados na comida.
Aqui vão detalhes de como cada um dos sentidos influencia na hora H.

AUDIÇÃO
O mais comum é ouvir o som das cebolas dourando ou do óleo em ponto de fervura. Seja na hora que a carne cai na panela e começa a estalar ou então quando a faca começa a bater na tábua por causa da força empregada para cortar pedaços de ossos ou suaves talos de vegetais. É certo que nem atiça muito a fome quando ouvimos esses sons, mas com certeza já nos preparamos psicologicamente para sentarmos à mesa.

VISÃO
Um prato bem decorado aumenta, e muito, nossa vontade de abocanhar o que está servido. Seja no abuso de cores, seja na decoração com desenho formado, tudo chama a atenção. Pratos dignos de fotos e que de tão bonitos nem dão vontade de comer, dão vontade de levar e pendurar na parede. Quem nunca disse "que prato bonito!"?

OLFATO
A gordura ajuda, e muito, na hora de aguçarmos esse sentido. Muitas vezes é ela que aumenta o aroma das coisas sendo feitas. Todo mundo dá um cheirinho na panela para ver com as coisas estão indo. Ate mesmo em comerciais de tv são usadas cenas em que as pessoas se abaixam para sentir o cheiro da comida e sempre fazem uma cara ótima, quase um gozo.

TATO
É certo que na sociedade em que vivemos não é nada bonito pegar a comida com as mãos, é considerado falta de educação fazer isso. Mas não há como comer pedaços de frango sem ter que pegar na comida. No preparo o tato nem é tão importante. Mas pegar docinhos com as mãos, sujá-las e depois lambê-las é uma maravilha. Perceber um pouco a textura dos alimentos. As frutas é que ganham com isso, ou nós é que ganhamos com elas, já que podemos apreciá-las na palma das mãos. Mas o tato não se restringe apenas às mãos, como todo mundo sabe. A língua é um local super sensível do corpo. Ela sente as texturas de cada alimento, decifra o que é macio do que é mais duro e arruma dentro da boca os alimentos. Sem contar que ela é responsável por grandes sensações que auxiliam o paladar, como a sensação de ardor, vindo da pimenta e outros alimentos picantes.

PALADAR
Em se tratando de comida é claro que o paladar seria o preferido. Tempero na medida certa, sabores exóticos e sensações engraçadas. Tudo isso faz com que queiramos apreciar com muito mais vontade a comida que vem servida à nossa frente. Às vezes cometemos o sacrilégio de pensarmos em outra coisa na hora em que estamos comendo. Devemos usufruir os sabores das coisas que comemos. Deixar passar por toda a língua os alimentos a fim de explorarmos muito mais os sabores. Seja doce, salgado, azedo ou amargo é preciso explorar tudo.

Quando puder, sinta tudo, de todas as formas possíveis.

E aí, satisfeito? Não!? Então até segunda-feira!

Segunda-feira, Setembro 19, 2005

OS 5 SENTIDOS NO SEXO

Os 5 sentidos são a maneira do corpo perceber o mundo. E é claro que são também usados no sexo.
Aqui vão detalhes de como cada um dos sentidos influencia na hora H.

VISÃO
Performances que amantes fazem na hora da sedução. Remelexo de cadeiras, rebolar de quadris. Ou coisas mais sutis como morder de lábios e piscadelas de um olho só. A visão pode até se confundir com outros sentidos com um sorvete que escorre pela boca ou seios ou barriga. A cor das roupas, que mesmo sendo logo tiradas, são importantes. Assim como as coisas na natureza que tem cores especiais para que possa atrair predadores, é preciso caprichar na vestimenta para que o predador - ou caça - se sinta atraído.

AUDIÇÃO
Sussurros ao pé do ouvido que fazem arrepiar. Palavras por vezes sacanas, safadas, que fazem ruborizar. Até mesmo palavras carinhosas e "melosas" são bem-vindas. Depende apenas da intimidade dos participantes. Dizer "Eu te amo" numa primeira transa soa como loucura. Gritos e gemidos para extravasar o prazer. E matar os necessitados de inveja.

OLFATO
Nem é preciso dizer o quanto um bom perfume no cangote pode matar uma pessoa de prazer. Um perfume pode marcar uma noite apenas ou uma paixão aterradora. Um bom cheiro nas partes íntimas, que na hora nem se tornam tão íntimas assim, faz revirar olhos. Até o cheiro natural exalado pelo corpo, feromônio é um chamativo, um provocativo.

PALADAR
Espera-se que antes de qualquer cena de sexo haja um beijo entre os amantes. E o beijo tem que ter um gosto bom, um hálito gostoso. Podem haver brincadeiras com doces e balas para que o beijo fique ainda mais interessante. O uso de chantilys, chocolates em calda, méis e outros aparatos aumenta a vontade. Imaginar-se lambendo quem vamos comer é uma delícia. Mais uma vez as partes íntimas precisam estar em perfeita ordem. Sexo oral é uma pimentinha na hora do sexo então é de bom grado ser servido com bom gosto.

TATO
Escrevendo esses outros sentidos acima pude perceber que o tato sempre se confunde com eles. Mas tato é mão que faz carinho e que pega de jeito. Tato é a dor que podemos sentir que vira prazer. É um beliscãozinho aqui, um tapinha ali, um arranhãozinho acolá. A pele arrepia sempre. É a mão que percorre o corpo dançante. O sopro ao pé do ouvido. O roçar da ponta do nariz no pescoço. A lambida no corpo todo. E claro que o tato é sexo puro. É o encontro dos órgãos sexuais que dá o prazer. Ou o encontro do órgão com mãos, bocas e outros orifícios. Tato é depois o abraço, o cafuné, o dedilhar. Até no sexo solitário o tato é o mais usado. Enfim, prefiro o tato mas o resto nunca pode faltar.

Quando puder, sinta tudo, de todas as formas possíveis.

E aí, satisfeito? Não!? Então até sexta-feira!

  
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